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Projecto Magalhães e Afins

July 31st, 2008

Será que sou o único que não percebe este tipo de programas/iniciativas?

Não era mais lógico investir esse dinheiro em coisas realmente importantes para as crianças nessas ideias?

  • Uma alimentação equilibrada
  • Material de Estudo
  • Instalações

Por muito marketing que este tipo de iniciativas tenha, ainda não me conseguiram convencer. Não vejo como é que dando “portáteis” a crianças da primária possa ajudar…

Sim é do Plano Tecnológico, vamos ligar Portugal. Ora se as crianças nem sabem fazer contas, escrever e ler correctamente….

Onde estão as prioridades?

Não seria melhor, por exemplo, 1 computador por sala com, por exemplo, um projector, onde as crianças pudessem ver todas, com uns jogos educativos onde pudessem todas contribuir e trabalhar em conjunto para dar uma solução?

Isto sou eu e os meus devaneios mentais…

Uncategorized

  1. Sofia Lima
    July 31st, 2008 at 14:32 | #1

    Lamento se parece má educação da minha parte, no entanto, quanto a “Ora se as crianças nem sabem fazer contas, escrever, ler correctamente….”, digo-lhe que o plano antigo não funcionou.
    Boa parte dos jovens adultos da actual geração (’78 a ‘88) não escreve, nem lê correctamente.
    Não sabendo se faz parte dessa geração, posso, também, apontar-lhe alguns erros (incluindo sistemáticos) no seu texto.

    Respeitosamente

  2. iGama
    July 31st, 2008 at 15:48 | #2

    Sofia, acredito que tenho erros no meu texto e sei reconhecer que escrita não é o meu forte.

    Mas não é com este tipo de programas que se vai ajudar os mais novos para quem se destinam as máquinas.

    Esta é a minha opinião

  3. July 31st, 2008 at 16:30 | #3

    Oh Marco, esconde lá um bocado a tua faceta laranjinha, pá! :P

  4. No Spam
    July 31st, 2008 at 18:17 | #4

    Concordo com o autor do texto.

    Porquê investir em portáteis:
    * quando há salas sem condições?
    * quando há miudos que mal têm dinheiro para comer, qto mais comprar livros.
    * quando há putos que vivem a 30 Km da escola
    * ….

  5. Ricardo Pinto
    August 3rd, 2008 at 11:35 | #5

    Esta é uma óptima questão que me coloco todos os dias.
    Sou professor de Informática e defensor da utilização das tecnologias, no entanto…

    Deixo as seguintes questões:
    1- Será mesmo o objectivo destas campanhas ensinar as crianças/jovens a desenvolverem capacidades orientadas para o seu futuro?
    2- Quem estará a pagar a diferença do valor dos ditos portáteis? As operadoras???
    3- Será a tecnologia um bem mais valioso que outras prioridades básicas?

    Temos que nos lembrar que a tecnologia por si só é inanimada. Não orienta e não educa quem não sabe o caminho.
    Acredito que seria muito mais produtivo – como afirmou – um PC por sala onde todos pudessem desenvolver capacidades/competências em grupo e assim participar para um bem comum.

    Existem alunos que cujo agregado familiar é muito complicado, com necessidades a todos os níveis – alimentação, higiene, etc – que neste momento possuem um portátil que conseguiram gratuitamente e apenas pagam 5 euros por mês pela Internet.
    5- Acreditam mesmo que estas pessoas necessitam e usufruem algo de um computador portátil?
    6- Acreditam mesmo que este portátil vai estar na sua posse até que o contrato (5 euros por mês) finde?

  6. Cristina Oliveira
    September 13th, 2008 at 00:01 | #6

    Meu caro, alimentação saudável deve ocorrer em casa. Material de estudo e mais e melhores instalações, concordo. Quanto a este projecto, é, sim, importante. Sou mãe de uma de sete anos e professora. Quando os meninos chegarem a adultos já se falará em iliteracia informática, acredite. Custa-me mais o dinheiro que se gasta em novos estádios de futebol e afins, mas disso ninguém fala. Quanto ao ler, escrever e fazer contas, não depende do governo… depende dos professores, na escola, depende dos pais que deverão acompanhar, depende da educação que se dá aos nossos meninos desde o berço… mas disso também ninguém fala. Vamos à crítica construtiva e pensada. Apresentar soluções válidas. Isso é que é preciso! Eu faço a minha parte. E o senhor?

  7. Cristina Oliveira
    September 13th, 2008 at 00:09 | #7

    Volto apenas para dizer que também estão a ser equipadas as salas, com computadores, para as actividades por si referidas. Compreendo ao que se refere, não pense o contrário, mas os Encarregados de Educação não são obrigados a adquirir o “Magalhães”. Ao ler o comentário do Sr. Ricardo Pinto, fico com a sensação de que apenas crescem potenciais criminosos no nosso país. Há pérolas amontoadas em todas as escolas. Não procurem cabelos em ovos e sejam sensatos. E olhem que eu não concordo com a maioria das políticas do “meu ministério”. Ah! A maioria dos professores deste país tb trabalham a mais de 30 km de casa. Vão ao terreno e depois façam comentários públicos :-(

  8. sandra
    October 1st, 2008 at 00:55 | #8

    magalhaes sem duvida o presente bem mais perto do futuro!

  9. Sandra
    October 30th, 2008 at 22:04 | #9

    Mais tretas.
    Cheguei a frança a 2 anos com 3 filhos rapazes que têm agora 12, 6 e 4 anos. O mais velho que fez toda a escola primaria em Portugal ainda anda aqui um pouco “as aranhas”, quanto ao do meio, entrou este ano para a 1a classe. As aulas aqui começaram no dia 2 de Setembro e neste pouco espaço de tempo ele ja aprendeu a ler, e nao estou a falar de m+a ma p+e pe ler palavras compostas de 3 e 4 silabas. Quanto ao pequenino anda na “creche”, na mesma escola do de 6 anos , ja sabe esrever o seu nome e ja esta a aprender os numeros. Isto tudo para dizer que aqui nao ha magalhaes nenhum apenas papel lapis e ainda utilizam na escola aquela antiga ardosia (acho que se escreve assim). Viva Portugal onde até a alma nos tentam roubar

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